Total de visualizações de página

terça-feira, 11 de junho de 2013

CONTROLE BIOQUÍMICO DOS GENES



Atrás de cada grande esforço científico há uma história. A história de Beadle e Tatum  é uma que persiste. Começaram com uma hipótese: cada gene causa a produção de uma única enzima, e que a enzima catalisa uma reação bioquímica dentro dentro um organismo.
As sementes da presente hipótese foram geradas por Sir Archibald Garrod que relatou em 1909 que Alcaptonúria - uma condição hereditária na qual a urina é de cor vermelho escuro pelo alkapton químicos - os resultados de um único gene recessivo, o que causa uma deficiência na enzima que normalmente quebra alkapton.
Depois de se formar a partir de Cornell, em 1931, George Beadle chegou ao TH CalTech laboratório de Morgan determinado para acompanhar o trabalho de Garrod. Laboratório de Morgan, na época, foi talvez o primeiro laboratório de genética do mundo. Beadle uniram-se  há Boris Ephrussi para examinar o desenvolvimento de pigmentos de olho na mosca da fruta, Drosophila. Juntos, eles propuseram que o olho muda de cor em cepas mutantes de Drosophila pode ser causado por inativação de proteínas específicas, atuando em uma única via biossintética.
No entanto, Beadle logo percebeu que as Drosophilas eram totalmente inadequadas para o trabalho que ele tinha em mente.
"Isolar os precursores do pigmento do olho de Drosophilas foi um trabalho lento e desanimador. Tatum e eu percebemos que era provável que seja assim na maioria dos casos de tentativa de identificar os distúrbios químicos subjacentes anomalias hereditárias;.  Não seria mais do que sorte, se nenhum exemplo especifico escolhido para a investigação deve provar ser simples quimicamente. "1
A outra grande epifania que Beadle teve foi que encontrar mutantes em Drosophilas  era complicado devido a falta de conhecimento bioquímico das vias de desenvolvimento da mosca da fruta. Ele e Tatum decidiram reverter o procedimento e procuraram por mutações que influenciam as reações químicas conhecidas, mas para qual organismo?
Beadle lembrou de um seminário de uma pós-graduação dado por B.O. Dodge sobre a herança no bolor do pão Neurospora. A equipe logo descobriu que Neurospora poderiam ser cultivadas em uma simples mistura de sal, açúcar e biotina, uma vitamina.


Neurospora 


O procedimento foi, então, simples: "induzir mutações por radiação ou outros agentes mutagénicos. Permitir meiose tomar lugar,de modo a produzir esporos que são geneticamente homogêneos. Cultivá-los num meio suplementado com uma variedade de vitaminas e aminoácidos. Testá-los por transferência vegetativa para um meio sem suplemento. Aqueles que perderam a capacidade de crescer no meio mínimo terão perdido a capacidade de sintetizar uma ou mais das substâncias presentes no meio suplementado. As necessidades de crescimento da cepa deficiente, então, seria prontamente determinada por uma série de testes sistemáticos em meios parcialmente suplementados. "1
Sua única preocupação era que a freqüência de mutação seria tão baixa que eles iriam desistir antes de encontrar um.
"Nós acreditávamos tanto que a relação de reação gene-enzima foi uma reação comum que não havia dúvidas em nossas mentes que iríamos encontrar os mutantes que queríamos .... [mas] estávamos tão preocupados com o possível desânimo de uma longa série de resultados negativos que preparamos mais de mil culturas de esporos simples no meio suplementado antes de testá-los. O  esporos isolado 299 resultou em uma cepa mutante que requer vitamina B6 e o esporo 1085 uma B1. Fizemos um voto para continuar até que tivéssemos 10 mutantes. Logo tivemos dezenas ". 1
Assim, através de anos de persistência e trabalho labuta experimental, Beadle e Tatum finalmente obtiveram os dados para o seu famoso estudo PNAS de 1941. Eles tinham demonstrado experimentalmente que um único gene especifica a produção de um única enzima. Muitos autores apontam este estudo como o alicerce da biologia molecular e o início do campo da genética bioquímica. Beadle e Tatum compartilharam (com Joshua Lederberg) o Prêmio Nobel de Medicina de 1958 por seu trabalho.




TRANSPOSONS



O elemento de transposição ou transpóson, é uma sequência de ácidos desoxiribonucleico capaz de se movimentar de uma região para outra em um genoma de uma célula. Este fenômeno, chamado transposição, foi descoberto por Barbara McClintock nos anos 1950, o que lhe valeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1983. Devido ao seu carácter dinâmico, os transpósons têm uma enorme influência na evolução e composição de genomas de plantas e animais. A possibilidade de se inserirem dentro de genes do próprio organismo pode causar diversas doenças, bem como ser fonte de nova informação genética.





Descoberta dos elementos de transposição em milho


Nos anos 1940, Barbara McClintock fez uma grande descoberta enquanto estudava os grãos coloridos do milho chamado milho indiano. O milho indiano possui dez cromossomos numerados do menor até o maior e McClintock estava estudando a quebra que ocorria nesses cromossomos. Quebras em cromossomos ocorrem aleatoriamente e infrequentemente durante a vida de qualquer organismo. No entanto McClintock descobriu que em uma linhagem de milho o cromossomo 9 quebrava-se muito frequentemente, e ela percebeu que um determinado fator (gene) estava situado constantemente no local de quebra e que provavelmente um outro fator não ligado diretamente ao local, era necessário para efetuar a quebra do cromossomo 9, esses fatores foram chamados respectivamente de fator de Ds (dissociador) e de fator Ac (ativador). Mc Clintock, ao suspeitar que Ac e Ds eram fatores genéticos móveis, fez experimentos comparando linhagens com quebras cromossômicas com linhagens sem quebra, e percebeu que novos fenótipos são produzidos pelo movimento de transposição Ds no cromossomo 9, que ao se inserir entre um gene funcional chamado gene de pigmento C impede a expressão desse pigmento, fazendo com que no caso do cromossomo 9 do milho, grãos pigmentados apareçam sobre um fundo incolor, pelo fato de algumas células do tecido não estarem mais expressando o gene de pigmento C.

Classificação


Embora inicialmente os transpósons tenha sido descobertos apenas em milhos atualmente existem uma grande variedade desses elementos já descritos em vários organismos, atualmente os transposons em organismos eucariotos podem ser classificados com base no modo de transposição, similaridades de sequências e relações estruturais, sendo o mais usual a classificação como base no modo de transposição.

Classificação com base no modo de transposição


Classe I


Os retrotransposons atuam por um mecanismo de copy-paste: o ácido desoxirribonucleico é transcrito em ácido ribonucleico e este novamente em ácido desoxirribonucleico por ação de uma enzima, a transcriptase reversa, semelhante ao mecanismo de ação dos retrovírus. Esse mecanismo é análogo ao mecanismo de copiar e colar de aplicativos de edição de texto em computadores, pois ao copiar a informação e colar em outro local, não se elimina a informação original, apenas a duplica. Consequentemente os retrotransposons são muitas das vezes os principais contribuintes pela fração repetitiva em genomas grandes, os retrotranposons que possuem longas repetições terminais (LTR) em suas pontas são chamados de retrotranposons LTR. Os retrotransposons aparecem em duas formas básicas, uma delas formada por uma longa sequencia de pares de bases conhecida como LINEs e outra por uma curta sequencia de pares de bases denominada SINEs. LINEs contem duas enzimas necessárias para transcrição reversa e reintegração ao genoma, chamadas respectivamente de transcriptase reversa e integrase. SINEs, não contém os genes de tais enzimas dependendo dos LINEs para sua propagação.



Classe II


Os transpósons de ácido desoxirribonucleico atuam por um mecanismo de cut-paste: a sequência de ácido desoxirribonucleico é excisada da sua posição inicial e inserida numa nova localização, através da ação de uma transposase. Ou seja, esse mecanismo é análogo ao mecanismo de cortar e colar de aplicativos de edição de texto em computadores, pois ao recortar a informação em local do texto e cola-la eu outro local, a informação original é eliminada, restando somente à cópia. Um dos elementos de transposição mais importantes é o elemento P encontrado em drosóphilas, agindo de forma semelhante ao pigmento C do milho, como os transpósons de DNA funcionam por um mecanismo de cortar e colar, ou seja, são retirados de uma parte do genoma para posteriormente serem incorporados em outra parte, eles não adicionam tanta informação ao genoma como os retrotransposons. Porem, transpósons de DNA são muito utilizados na área da biotecnologia para marcação de genes e inserção de novos genes em determinado genoma.

Evidência da evolução


Elementos de transposição são encontrados na maioria dos ramos da arvore da vida. Eles podem ter se originado no último ancestral comum da vida (LUCA), ou surgido independentemente inúmeras vezes, ou até mesmo surgido em um dos ramos e se espalhado para outros através de transferência horizontal. Os transpósons podem ser usados para estabelecer relações de parentesco entre organismos de espécies diferentes. O único mecanismo conhecido pelo qual dois indivíduos compartilham grande similaridade genômica é através da hereditariedade, logo, se organismos de duas espécies diferentes apresentarem sequencias genômicas similares, é possível concluir que eles compartilham uma ancestral comum recente. Então, se duas espécies apresentam parentesco próximo elas devem possuir locais de inserção de elementos de transposição em comum. Todos os mamíferos, inclusive seres humanos, possuem em comum um retrotranposon do tipo SINE chamado de elemento Alu, nos seres humanos, em particular os elementos Alu compõem algo próximo de 10% do genoma total. A sequencia do elemento Alu possui aproximadamente apenas 300 nucleotídeos. No cluster gênico da alfaglobina, 7 elementos Alu diferentes são reconhecido na mesma localização tanto em chimpanzés quanto em humanos, o que indica uma ancestralidade comum recente.



Resposta adaptativa ao estresse 


Em organismos vegetais, estresses bióticos e abióticos, como radiação, temperatura, pressão,desequilíbrio osmótico e agentes patogênicos podem levar o genoma a se reorganizar através de um mecanismo de transposição para tentar diminuir o impacto desses agentes, McClintock cunhou o termo “impacto genômico” para se referir a esse tipo de stress. Outras fontes de perturbação cromossômica natural são através de hibridização interespecífica e aleloploidia, ambos os processos são desencadeados através da ativação de transpósons. Isto parece ocorrer também em outros organismos eucariotos, como levedura, moscas e até mesmos nos seres humanos. Estresses bióticos e abióticos podem induzir a um aumento da hereditariedade da capacidade de responder a uma infecção e/ou tolerar um estresse através da ação de transpósons. Danos no DNA, infecção por patógenos e estresse abiótico também são capazes de aumentar a frequência de recombinação em cromossomos homólogos,células somáticas e germinativas. As respostas ao estresse tanto a partir de organismos patogênicos, extremos ambientais ou danos no material genético não provocam apenas uma resposta de transcrição, mas também uma profunda e, em certa medida hereditária alteração de funções epigenéticas. Tais mudanças podem afrouxar as restrições epigenéticas em transpósons filhos, permitindo que elementos de transposição induzidos pelo estresse se propagem para promotores de outros genes através da transposição. Mecanismos epigenéticos asseguram a estabilidade dos cromossomos, incluindo o arranjo de vários elementos de transposição distribuídos pelo genoma, à replicação e a segregação do material genético, tanto na mitose quanto na meiose. Elementos de Transposição se acumulam por causa dos mecanismos epigenéticos que controlam a recombinação dependente de homologia, que mantém os genomas desde procariotas a eucariotos. Elementos de transposição foram cooptados pelo sistema imunológico de vertebrados, de maneira a gerar diversidade de anticorpos, existem mais de 40 transpósons com ação antibiótica já identificados bem como genes de virulência. Transpósons contem vários tipos de genes, incluindo alguns que conferem resistência a agentes bióticos e a habilidade de se transpor para plasmídeos conjugados. Alguns elementos de transposição também possuem integrons (elementos genéticos que podem capturar e expressar genes de outras fontes) e contem a enzima integrase.

Diversidade Genômica


As transposases recortam os transpósons para que eles “saltem” através do genoma, elas são umas das principais enzimas escultoras do genoma através da evolução. O mecanismo de transposição parece ser paradigmático e comum a muitos membros da superfamília das transposases. Varias transposases ao se unirem formam um complexo chamado transpossomo que reconhece a sequencia terminal dos transpósons para que ele seja recortado e inserido no local alvo. Essa excisão e subsequente ligação do transpóson geralmente deixa para trás uma versão imperfeita do local alvo da duplicação, gerando uma diversidade de sequências. Esse mecanismo garante a variabilidade das sequencias, e a criação de pontos de interrupção e rearranjo do genoma, fazendo dos transpósons um dos principais motores da evolução genômica. Sequencias repetidas intercaladas dentro de genomas são criadas por eventos de transposição acumulados ao longo do tempo evolutivo. Como repetições intercaladas podem bloquear a conversão do gene, elas protegem novas sequências de genes de serem substituídos por sequências de genes semelhantes e, assim, facilitam o desenvolvimento de novos genes, sem apagarem genes antigos.


Seleção Natural


Os elementos de transposição supostamente inserem-se tanto em éxons quanto em introns, considerava-se que apenas os inseridos em introns permaneceriam na população porque as inserções em éxons causariam mutações deletérias, ou seja seriam alvos de seleção negativa. Apesar de uma grande parte dos elementos de transposição nos genomas dos organismos serem considerada inativa, não podendo mover-se nem aumentar o numero de cópias, outros ainda são capazes de movimento , porém alguns são inativados por mecanismos de regulação do genoma hospedeiro. Muitos organismos desenvolveram mecanismos para inibir a atividade excessiva dos elementos de transposição, pois essa atividade pode destruir um genoma. As bactérias podem ser submetidas a altas taxas de deleção do gene, como parte de um mecanismo para remover elementos de transposição e vírus de seus genomas, enquanto organismos eucarióticos usam RNA de interferência (RNAi) para inibir a atividade de transpósons . No entanto, alguns elementos de transposição geram grandes famílias genicas, muitas vezes associadas a eventos de especiação. Devido a esses estudos classicamente pensava-se que os elementos de transposição evoluíam somente através de seleção negativa, dada pelo equilíbrio entre aumentos no número de cópias por transposição e seleção contra inserções deletérias no código genético. No entanto, trabalhos mais recente mostram que uma parte das inserções de elementos de transposição também pode evoluir sob seleção positiva, e as famílias de transpósons sofrem transferência horizontal a uma taxa maior do que o anteriormente previsto, transpósons na verdade podem dirigir a evolução dos genomas por facilitar a translocação de sequencias genômicas, a reorganização dos exons e o reparo de quebras na dupla fita. Inserção e transposição também podem alterar regiões de regulação genica. O fato que os elementos de transposição nem sempre funcionarem com perfeição podendo tirar as sequencias genômicas de sua organização, pode resultar em um fenômeno chamado pelos cientistas de embaralhamento de exons. O embaralhamento de exons resulta na justaposição de 2 exons previamente não relacionados, usualmente ocorre por transposição e possui a possibilidade de criar novos produtos gênicos . A habilidade dos transposons de aumentar a variabilidade genética, junto com a habilidade do genoma de inibir a maioria da atividade dos elementos de transposição, resulta em um equilíbrio, que faz dos elementos de transposição uma importante parte da evolução e regulação genica em todos os organismos que carregam essas sequencias.

Evolução Humana


Vários estudos revelam que uma grande quantidade das famílias de transpósons presentes no DNA humano, estavam ativas na linhagem dos primatas. Uma grande parte dos transpósons que atualmente se encontram fixados no genoma humano, foram inseridos durante um período de aproximadamente 17 milhões de anos, antes do aparecimento dos primatas prossímios, contudo após a divergência de um ancestral primata de clados de mamíferos filogeneticamente próximos (ex: rato, coelho). Esses trabalhos indicam que o período inicial da evolução dos primatas foi um período de intensa atividade de transpósons de DNA, assim como o período que se seguiu apos a divergência em prossímios, porem antes da emergência dos macacos do novo mundo . Estudos demonstram que a maior parte dos elementos tranposição de DNA do ser humano, se tornaram fixos, durante a primeira metade da evolução dos primatas. O que pode ser um indicativo de um forte impacto dos elementos de transposição na evolução humana. Como eventos de duplicação são a chave para inovação genética, a extensão com a qual os retrotranposons contribuíram com a formação de novos genes no ser humano ainda é algo desconhecido .

Terapia Genica


Várias doenças exibidas pelo ser humano se devem a mutações em determinados genes chaves. Técnicas de terapia genicas, procuram inserir no DNA do paciente, mecanismos capazes de consertar ou regular determinados defeitos genéticos, usualmente utilizam-se retrovírus como vetores para que esses possam através do RNA sintetizado em laboratório e da enzimas transcriptase reversa, inserir genes corretores no paciente . Porém esses vírus de terapia genicas têm sido altamente associados a efeitos genotóxicos, integração do vetor ao DNA hospedeiro ou complicações imunológicas. Vetores de terapia gênica baseados em transpóson teriam a capacidade de se integrarem ao genoma hospedeiro de forma mais estável e duradoura, para expressar os genes corretores.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Transpos%C3%A3o



BACTERIÓFAGOS

Bacteriófagos

Bacteriófago, ou fago, é o nome que se dá ao vírus capaz de infectar bactérias, e também destruí-las. Fagos T, por exemplo, parasitam a Escherichia coli, causadora de enterites, infecções urinárias, dentre outras doenças. 







Formado por cabeça contendo ácido nucleico, cauda, e fibras caudais – todas de origem proteica - o fago adere-se à parede celular destes procariontes, com auxílio de proteínas presentes em sua cauda. Ele perfura esta região e, em seguida, injeta seu DNA, deixando sua cápsula, agora vazia, do lado de fora. 
O DNA viral multiplica-se na célula hospedeira – no caso, a bactéria – provocando a síntese de proteínas virais e, consequentemente, a formação de novos fagos. Estes, após determinado tempo e com auxílio de enzimas específicas, rompem a parede bacteriana, podendo infectar outros indivíduos. Tais etapas compreendem o chamado ciclo lítico. 







Descoberta:
No ano 1915, o bacteriólogo Frederick Twort e o microbiologista Felix D'Hérelle descobriram os bacteriófagos , os vírus que infectam bactérias. A partir daí, muitos cientistas, baseados nas suas descobertas, começaram a investigação da estrutura, genética e replicação do vírus. Frederick Twort (1877-1950) Felix D'Hérelle (1873 - 1949) A partir de 1930, a virologia foi impulsionada pelo avanço da ciência. O desenvolvimento do microscópio electrónico, da técina de difracção de raios X e da técnica de ultracentrifugação possibilitaram o estudo dos vírus. Descobriram-se então vírus eram compostos por substâncias como proteínas, DNA ou RNA. Classificou-se também o grupo dos “fagos” e desenvolveram-se culturas de células para se observar o modo de propagação dos vírus


















Reprodução:

A reprodução ou replicação dos bacteriófagos, assim como os demais vírus, ocorre somente no interior de uma célula hospedeira.




No interior do hospedeiro, o DNA viral começa a replicar-se de duas formas possíveis: ciclo lítico ou o ciclo lisogénico.
Ciclo Lítico – o DNA viral sofre replicação independentemente do cromossoma hospedeiro. São produzidas partículas virais em grande quantidade que fazem com que a célula “expluda”, permitindo ao vírus invadir outras bactérias.
Ciclo Lisogénico – o DNA viral é incorporado no cromossoma da bactéria e replicam-se em conjunto. A quantidade de DNA viral aumenta devagar à medida que a população de bactérias aumenta.

Bibliografia:



http://www.slideshare.net/silviapimenta92/virus-final-3061715

ESTRUTURA DO DNA

ESTRUTURA DO DNA

O DNA é a estrutura que identifica os seres vivos e apresenta características próprias que permite, mesmo em indivíduos de uma mesma espécie, diferenciá-los. Assim, pessoas de uma mesma família, irmãos, por exemplo, apresentam diferenças físicas determinadas pela variação do DNA presente em cada indivíduo.
O DNA é a sigla que abrevia o termo ácido desoxirribonucleico (ADN, em português), que é a maior macromolécula celular, formado a partir da união de compostos químicos chamados nucleotídeos. O nucleotídeo é formado por 3 substâncias:
- Base nitrogenada, que pode ser adenina, guanina, timina ou citosina; sendo que estas bases são complementares, tendo no DNA os seguintes ligantes: Adenina–Timina e Guanina–Citosina.
- Um grupamento fosfato.
- Um glicídio do grupo das pentoses, que no caso do DNA é a desoxirribose.




Os nucleotídeos estão organizados através de ligações que permitem a formação de duas fitas torcidas unidas entre si por ligações de hidrogênio (pontes de hidrogênio) entre suas bases nitrogenadas, por isso costuma-se denominar a estrutura do DNA como sendo uma dupla hélice. O DNA constitui a formação de nossos genes, estruturas que representam nossas informações genéticas, aquilo que determina coisas como: o tipo de cabelo, estatura, cor da pele e da íris dos olhos, a velocidade de crescimento e etc. Recebemos esses genes de nossos pais e durante a reprodução passamos para nossos filhos, através dos gametas sexuais.
A atuação do DNA, durante nossa vida, ocorre através de sua expressão. Cada gene corresponde a uma região específica da molécula de DNA, determinando, de acordo com as sequências presentes naquela região, a produção de um RNA que enviará a mensagem para a produção de determinada proteína. Desta forma, temos a produção celular de substâncias como enzimas, anticorpos, hormônios e outras tantas substâncias fundamentais para nossa subsistência.Apenas 3% dos genes são codificantes, ou seja, expressam algum RNA que leva à produção de proteínas, os outros 97% não codificantes ainda são uma incógnita e caracterizam mais um novo desafio para a biotecnologia.

Você conhece o Sr. Francis Harry?


 
 

Francis Harry Compton Crick , OM , FRS (08 de junho de 1916 - 28 de julho 2004) foi um Inglês biólogo molecular , biofísico e neurocientista e, mais conhecido por ser um co-descobridor da estrutura do DNA molécula em 1953, juntamente com James D . Watson . Ele, Watson e Maurice Wilkins foi outorgado em 1962 o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina "pelas suas descobertas sobre a estrutura molecular dos ácidos nucléicos e seu significado para a transferência de informação em material vivo".
Crick foi um importante teórico biólogo molecular e desempenhou um papel crucial na investigação relacionada com revelando o código genético . Ele é muito conhecido para a utilização do termo "dogma central" para sintetizar uma idéia que genética fluxo de informação em células é essencialmente uma via, a partir de ADN de ARN para a proteína .
Durante o restante de sua carreira, ele ocupou o cargo de JW Kieckhefer Distinguished Professor de Pesquisa do Instituto Salk para Estudos Biológicos em La Jolla, Califórnia. Sua pesquisa mais tarde centrado no teórico neurobiologia e tenta avançar o estudo científico da consciência humana. Ele permaneceu no cargo até sua morte, "ele foi a edição de um manuscrito em seu leito de morte, um cientista até o amargo fim" de acordo com Christof Koch .



Teste seus conhecimento:

Questão 1 :

O DNA é uma cadeia muito longa formado por unidades repetidas e unidas, essas  unidades se unem e formam uma cadeia. Cite o nome dessa unidade essencial para  formação do DNA e sua estrutura.

Questão 2:

A estrutura primária do DNA consiste em um filamento de polinucleotídeos ou seja  uma cadeia onde estão ligados milhares de nucleotídeo. De que maneira esses  nucleotídeos se ligam entre si? Cite a principal característica desses filamentos.



Gabarito:

Questão 1:

A unidade são os nucleotídeos, onde cada um contém em sua composição um açúcar,  uma base nitrogenada e um grupamento fosfato.
     
Questão 2:

Um nucleotídeo se liga ao outro por meio de ligações fosfodiéster que são ligações  covalentes feita entre um grupamento fosfato e um açúcar, esses filamentos tem sentido  e polaridade, portanto no fim do filamento o grupamento fosfato esta ligado ao átomo  de  carbono 5’ do açúcar, e na ponta 3’ ínicio do filamento um grupo OH esta ligado ao  átomo de carbono 3’ do açúcar.


Bibliografia:

CÓDIGO GENÉTICO

Código Genético

A descoberta:

Em 1866, Gregor Mendel estabeleceu pela primeira vez os padrões de hereditariedade de algumas características existentes em ervilheiras, mostrando que obedeciam a regras estatísticas simples. Embora nem todas as características mostrem estes padrões de hereditariedade mendeliana, o trabalho de Mendel provou que a aplicação da estatística à genética poderia ser de grande utilidade.
Só depois da morte de Mendel é que o seu trabalho foi redescoberto, entendido (início do século XX) e lhe foi dado o devido valor por cientistas que então trabalhavam em problemas similares. Em 1953 o trabalho de Watson e Crick  mostrou que a base física da informação genética eram os ácidos nucleicos, especificamente o DNA, embora alguns vírus possuam genomas de RNA.
Em artigo publicado na revista Nature em 25 de abril de 1953, Crick e Watson explicaram que o DNA tem uma complexa estrutura helicoidal que "sugere de imediato a possibilidade de um mecanismo de cópia para o material genético". Os cientistas descobriram então que a estrutura em dupla hélice do DNA resolvia perfeitamente a questão da replicação dos genes, anterior à divisão celular. Mas esse achado gerou polêmica, pois "se esqueceram" de citar a informação valiosa conseguida por uma cientista do King's College de Londres, Rosalind Franklin. Franklin foi quem, mediante técnicas de raios X, deduzira que as bases nitrogenadas que faziam parte da composição do ácido nucleico deviam estar em uma estrutura helicoidal, e inclusive tinha calculado vários parâmetros da hélice, como a distância e o período de repetição.
A descoberta crítica para o surgimento da moderna Biologia Molecular só foi alcançada no começo da década de 1960 por Marshall Nirenberg, que viria a receber o Nobel em 1968, assim como Watson e Crick cinco anos antes. A manipulação controlada do DNA (engenharia genética) pode alterar a hereditariedade e as características dos organismos e com o tempo, a descoberta se revelou como a base da genética moderna e seu conhecimento é empregado em campos tão distintos como a investigação de crimes e a agricultura.





Importância do Código Genético:



Atualmente o código genético constitui um dos aspectos mais importantes da biologia. Sua importância se baseia, no fato de que a capacidade de “traduzir” ou “mapear” a estrutura primária de uma cadeia de polipeptídios é essencial a célula.
O genoma humano apresenta-se por 23 pares de cromossomos que contem interiormente os genes. Todas as informações são codificadas pelo DNA, o ácido desoxirribonucléico. Este ácido tem um formato de dupla hélice e é formado por quatro bases que se juntam aos pares: adenina com timina e citosina com guanina.
Entre as principais doenças de origem genética, podemos citar: síndrome de down, albinismo, daltonismo, doença de Alzheimer, etc.Através do mapeamento genético do genoma humano será possível, muito em breve, descobrir a causa de muitas doenças. Muitos remédios e vacinas poderão ser desenvolvidos a partir das informações obtidas pelas pesquisas genéticas, lembramos que descobrindo a causa de várias doenças poderão ser adotadas medidas de prevenção.


Bibliografia:



DNA RECOMBINANTE

UM POUCO DA HISTÓRIA:




No ano de 1944 o pesquisador Oswald Avery, enquanto estava pesquisando a cadeia molecular do ácido desoxirribonucleico (DNA), descobriu que esse era o componente cromossômico que transmite as informações genéticas e que este é o principal constituinte dos genes.
Em 1961 os pesquisadores François Jacob e Jacques Monod estudaram o processo de síntese de proteínas nas células de bactérias e descobriram que o principal responsável por essa síntese é o DNA.
Em 1972 o pesquisador Paul Berg realizou a primeira experiência bem sucedida onde foram ligadas duas cadeias genéticas diferentes: ele ligou uma cadeia de DNA animal com uma cadeia de DNA bacteriana.
No ano de 1978 os pesquisadores Werner Arber, Daniel Nathans e Hamilton Smith ganharam o Prémio Nobel de Fisiologia e Medicinapor terem isolado as enzimas de restrição, que são enzimas normalmente produzidas por bactérias e que são capazes de cortar o DNA controladamente em determinados pontos levando à produção de fragmentos contendo pontas adesivas que podem se ligar a outras pontas de moléculas de DNA que também tenham sido cortadas com a mesma enzima. Juntamente com a proteína ligase, que consegue unir fragmentos de DNA, as enzimas de restrição formaram a base inicial da tecnologia do DNA recombinante.





MAS O QUE É O DNA RECOMBINANTE MESMO?

Forma de DNA artificial criada pela combinação de dois ou mais seqüências que normalmente não ocorrem juntas, é a ciência por trás dos animais transgênicos, culturas resistentes a insetos, insulina artificial e outros organismos “mutantes” ou geneticamente modificados, ou seja, importante em virtualmente todos os campos da ciência desde a conclusão do mapa do genoma humano à criação de hormônio artificiais humanos e a criação de produtos altamente renováveis e sustentáveis. Em resumo, o ácido desoxirribonucléico é o código genético que contém seus traços herdados, como a cor dos olhos, cabelo e pele, e o DNA recombinante é artificialmente criado através da combinação de DNA a partir de duas fontes diferentes



APLICAÇÕES:

Na medicina o DNA recombinante é utilizado para criar drogas terapêuticas, proteínas humanas artificiais e hormônios para o tratamento de doenças genéticas que não podem ser tratadas por métodos tradicionais, como a vacina da hepatite B e fármaco de insulina para diabéticos.
Na área agrícola busca-se desenvolvimento de novas tecnologias que permitam a produção de alta qualidade das culturas, como culturas resistentes a insetos, hebicidas e vírus, Alem de produtos geneticamente modificados para ter uma vida útil mais longa e valiosa, como o arroz enriquecido.
No campo da energia sustentável, no desenvolvimento industrial o DNA recombinante é considerado ainda em sua infância, mas um dos objetivos é a produção de baixo custo de matérias-primas renováveis que possa substituídos os recursos fósseis e alguns dos avanços conhecidos nessa área incluem o biocombustível, a biomassa e as biorefinarias, todos lidam com produtos sustentáveis, combustíveis e enérgicas.

Desde a elucidação da complexa estrutura da molécula de DNA, em 1953, a Ciência nunca mais foi a mesma, muitas técnicas provenientes da Microbiologia, Bioquímica, Imunologia e Genética Microbiana pertimiram que a molécula de DNA ganhasse um novo enfoque e segundo Pierce (2004), a Tecnologia do DNA recombinante, também chamada de engenharia genética é um conjunto de técnicas para localizar, isolar, alterar e estudar segmentos de DNA com vários objetivos práticos, desde a satisfação da curiosidade humana sobre a origem da via até ao controle e eliminação de doenças humanas, de outros animais e de plantas, enfim a melhoria da qualidade de vida.




Esquema:





 





















TESTE SEUS CONHECIMENTOS:


Questão I:

No filme “Jurassic Park”, cientistas retiraram do intestino de inseto hematófogos fósseis moléculas de DNA de dinossauros. A reconstituição dessas moléculas teria sido feita através da inserção de fragmentos de DNA de rã. Apesar da eficiência proposta no filme, na prática esse procedimento é extremamente improvável por que:


a) seria necessário encontrar um genoma completo e conhecer sua ordem nos cromossomas.
b) a composição química do DNA dos dinossauros é diferente das encontradas em espécies atuais.
c) as características do organismo se devem à estrutura primária das proteínas e não do DNA.
d) O DNA coletado sofre mutações durante o período em que ficou fossilizado.
e) não existem técnicas para a inserção de fragmentos de DNA de uma espécie em outra.



Questão II:

A insulina humana recombinante (IH-r), um dos mais significativos produtos do avanço científico nacional na área da engenharia genética, está preste a chegar ao mercado com o nome de Biohulin, a empresa BIOBRAS, uma das quatro empresas em todo o mundo e a única no hemisfério sul a deter a tecnologia de produção desta insulina, inicia em 1999 a comercialização do produto. Uma parceria entre a BIOBRÁS e a Universidade de Brasília, em 1988, deu início aos trabalhos. Ao grupo da Unb coube a parte de Biologia Molecular, desenvolvendo clones de bactérias produtoras de insulina. Esta conquista tecnológica permitirá o desenvolvimento de outros medicamentos, como o hormônio de crescimento, o interferon e a calcitonina. Informe PADCT/Ministérios da Ciência e Tecnologia, jan/99, p7(com adaptações).
            Como auxilio do texto julgue os itens abaixo:


1)      As técnicas de engenharia genética permitem a recombinação de genes entre organismos totalmente diferentes.
2)      Para que uma bactéria passe a produzir insulina humana, ela deve receber altas doses dessa proteína.
3)      O Biohuli será um medicamento destinado ao tratamento de diabéticos
4)      A partir da insulina produzida por bactérias, pode ser obtido o hormônio de crescimento.
Gabarito:

Questão 1: A
Questão 2 : V F V F


Bibliografia:

http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Biotecnologia/recombinante.p

APLICAÇÕES BIOMÉDICAS



A biomedicina atua no campo de interface entre a biologia e a medicina.
Na genética, o biomédico pesquisa as leis e os processos de transmissão de caracteres hereditários e o papel dos genes na definição das características de um ser.
Um exemplo dessas aplicações, é a modificação genética feita em mosquitos, para que eles se tornem incapazes de transmitir a malária.
Pesquisadores do Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR), unidade da Fiocruz em Minas Gerais, conseguiram introduzir uma alteração genética no mosquito da malária que o tornou imune ao parasita causador da doença. O que fazemos é colocar um gene de bloqueio no mosquito vetor, um antiviral, por exemplo. O que precisa ser feito é a adaptação da técnica de microinjeção para cada espécie de vetor que quisermos transformar. A técnica envolve a utilização de capilares de quartzo para a injeção de DNA nos ovos (embriões) dos mosquitos e é realizada com um microscópio, um micromanipulador e um microinjetor.
O problema é que os mosquitos têm a mesma capacidade reprodutiva, capacidade de se dissiparem na natureza e temos que ter certeza de que não venham a ser vetores de outras doenças que não a malária, apesar de não haver nenhum embasamento cientifico para isto.
Para que os mosquitos transgênicos sejam capazes de se reproduzir e tomar o lugar dos outros mosquitos, além de colocarmos um gene de bloqueio, colocamos também um gene para que as fêmeas colocassem mais ovos, vivessem mais, tendo uma vantagem adaptativa sobre o mosquito selvagem.
Foram feitas algumas reuniões para decidir o início dos testes, mas tudo ainda está no inicio. Num momento se pensou em liberar estes mosquitos - depois de terem certeza de que bloqueavam e fossem inócuos - em uma ilha com malária e estudar como os transgênicos se comportariam. Caso houvesse algum problema, seriam mortos com inseticidas.
Estamos em fase de multiplicação dos insetos e, em breve, faremos os testes de bloqueio do parasita da malária aviária. Também estamos em processo de injeção de mosquitos Anopheles para depois testarmos, sempre em nível de laboratório, com sangue de pacientes de malária.
 
Em 2000, pesquisadores europeus publicaram o primeiro estudo sobre o assunto.
 
 
www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=112&sid=3